segunda-feira, 16 de abril de 2012

Adriano I - 95º Papa

Adriano I foi Papa entre os anos de 772 e 795.

Órfão desde a mais tenra idade, Adriano foi educado à sombra da Igreja. Eleito Papa em 1 de fevereiro de 772, teve de enfrentar a má fé do último rei lombardo, Desidério, e de Leão IV de Bizâncio. Com a morte de Carlomano, irmão de Carlos Magno, Desidério queria que o Papa coroasse o filho de Carlomano, ainda menor. Seria a guerra civil. Desidério subornou alguns nobres e atacou Roma. O papa Adriano recorreu então a Carlos Magno, que foi a Roma com fervor religioso (Páscoa de 774), renovou solenemente a doação de territórios, feita por Pepino o Breve, seu pai e proclamou-se "rei dos Lombardos" e "patrício dos romanos".

O ex-rei Desidério, vencido em 774 e aprisionado, retirou-se, humilhado, para o convento de Corbeia e sua esposa fez-se monja. Contam os cronistas desta época tão conturbada que ele teria terminado seus dias em vida santa, e o teria feito milagres.

No Oriente, Leão IV, filho de Coprônimo, continuava a feroz perseguição às imagens, até a morte. A imperatriz Irene de Bizâncio amenizou as leis iconoclastas e reuniu o Sétimo Concílio Ecumênico (Nicéia,787), com 300 bispos, presidido pelos legados romanos. Foi instituído o culto das imagens, com imenso júbilo dos fiéis. Paulo, o patriarca herético bizantino, converteu-se, tornando-se um monge famoso pela oratória e saber teológico que os fiéis consultavam.

Adriano guiou a Igreja com firmeza na disciplina e na fé. Condenou o "adocionismo" de Elipando, bispo de Toledo, que ensinava ser Jesus apenas filho adotivo de Deus. Reconstruiu os muros de Roma (380 torres) e os aquedutos, protegeu as artes e a agricultura. Morreu no Natal de 795, após 23 anos de glorioso reinado.

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